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Mapa da Serra da Boa Viagem com Trilhos (Triângulo do Cabo Mondego)

sábado, 13 de abril de 2013

Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas

Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas

(segundo ICN, Plano Sectorial da Rede Natura 2000)

SÍTIO

DUNAS DE MIRA, GÂNDARA E GAFANHAS

CÓDIGO   - PTCON0055

DATA E DIPLOMA DE CLASSIFICAÇÃO

Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/00 de 5 de Julho

ÁREA  - 20 511 ha

CÓDIGOS NUT

PT121 - Baixo Vouga - 10 %

PT122 - Baixo Mondego - 89 %

Área marinha (não coberta por regiões NUT) - 1 %

CONCELHOS ENVOLVIDOS

REGIÃO BIOGEOGRÁFICA

Mediterrânica

RELAÇÕES COM OUTRAS ÁREAS CLASSIFICADAS DE ÂMBITO NACIONAL

-

RELAÇÕES COM ÁREAS CLASSIFICADAS DE ÂMBITO INTERNACIONAL

-

CARACTERIZAÇÃO

O Sítio caracteriza-se por um cordão dunar litoral contínuo, formando uma planície de substrato arenoso com um povoamento vegetal de resinosas e matos, com pequenas lagoas abastecidas por linhas secundárias de água doce.

A tipologia das dunas, a especificidade dos espaços interdunares, a pujança das dunas primárias e a excelência das dunas longitudinais, associadas a um estado de conservação razoável, conferem ao Sítio, num contexto europeu, uma reconhecida importância quer em termos de desenvolvimento espacial, quer em termos de unidade sedimentar e ecológica.

O campo dunar de Vagos a Quiaios, que inclui dois tipos de dunas diferenciados  – dunas frontais do cordão litoral, activas e instáveis, e dunas antigas com formas bem conservadas e consolidadas –, ocupa 62% da área do Sítio, sendo por isso de destacar o largo conjunto de habitats psamófilos.

Realce para as vastas áreas ocupadas por dunas móveis embrionárias (2110 ), dunas brancas (2120 ), dominadas por Ammophila arenaria  subsp. arundinacea , e dunas semifixas (cinzentas) (2130* ), com uma comunidade arbustiva endémica, no seio da qual é visível Armeria welwitschii .

Referência para a presença de depressões húmidas intradunares (2190 ), de dunas com vegetação esclerófila (2260 ), de tojais sobre dunas descalcificadas(2150*), de dunas mediterrânicas com pinhais-bravos ( Pinus pinaster ) com subcoberto arbustivo espontâneo (2270* ) e de matagais de Salix arenaria  em depressões dunares (2170), sendo este o único Sítio onde este habitat se encontra assinalado.

Ocorrem lagoas eutróficas permanentes com comunidades vasculares (3150 ) e também águas oligotróficas sobre solos arenosos com vegetação da Littorelletalia  (3130 ). Destaque para a ocorrência da Thorella verticillatinundata , espécie reduzida a populações diminutas face ao estado de ameaça a que o seu habitat está sujeito.

Interessa ainda citar a presença florestas mistas sub-higrófilas de Fraxinus angustifolia , Quercus robur  e Ulmus minor  (91F0 ), em depressões associadas à margem dos planos de água.

Salienta-se ainda a importância do Cabo Mondego (Figueira da Foz), em termos geológicos e geomorfológicos, destacando-se o facto de conter um dos poucos estratotipos do Jurássico (único em Portugal, por apresentar toda a série).

Um dos poucos locais de ocorrência confirmada da lampreia-de-riacho ( Lampetra planeri ).

Habitats naturais e semi-naturais constantes do anexo B-I do Dec. Lei n.º 49/2005

1170   Recifes

1210  Vegetação anual das zonas de acumulação de detritos pela maré

1230  Falésias e Arribas

2110  Dunas móveis embrionárias

2120  Dunas móveis do cordão litoral com Ammophila arenaria  («dunas brancas»)

2130 * Dunas fixas com vegetação herbácea («dunas cinzentas»)

2150 * Dunas fixas descalcificadas atlânticas ( Calluno-Ulicetea )

2170  Dunas com Salix repens  ssp. argentea  ( Salicion arenariae )

2190  Depressões húmidas intradunares

2260  Dunas com vegetação esclerófila da Cisto-Lavenduletalia

2270 * Dunas com florestas de Pinus pinea  e ou Pinus pinaster

3110  Águas oligotróficas muito pouco mineralizadas das planícies arenosas ( Littorelletalia uniflorae )

3150  Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition

3270  Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri  p.p. e da Bidention  p.p.

3280  Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion  com cortinasarbóreas ribeirinhas de Salix  e Populus alba

4030  Charnecas secas europeias

5230 * Matagais arborescentes de Laurus nobilis

5330   Matos termomediterrânicos pré-desérticos

6110  * Prados rupícolas calcários ou basófilos da. Alysso-Sedion albi .

6210  Prados secos seminaturais e fácies arbustivas em substrato calcário ( Festuco-Brometalia )(* importantes habitats de orquídeas)

6420  Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion

6430  Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino

8210  Vertentes rochosas calcárias com vegetação casmofítica

8330 Grutas marinhas submersas ou semi-submersas

91E0 * Florestas aluviais de Alnus glutinosa  e Fraxinus excelsior  ( Alno-Padion , Alnion incanae , Salicion albae )

91F0   Florestas mistas de Quercus robur, Ulmus laevis, Ulmus minor, Fraxinus excelsior ou Fraxinus angustifolia das margens de grandes rios (Ulmenion minoris)

92A0  Florestas-galerias de Salix alba  e Populus alba

Salix atrocinerea  (esquerda) e Salix alba  (direita) nas margens de uma vala de drenagem

A negrito: habitats prioritários

Espécies da Fauna constantes do anexo B-II do Dec. Lei n.º 49/2005  de 24/02

CÓDIGO  ESPÉCIE

ESPÉCIE

  ANEXOS

1503

Iberis procumbens ssp.  microcarpa

 II, IV

1640

Limonium multiflorum

 II, IV

1669

Myosotis lusitanica

 II, IV

1457

Silene longicilia

 II, IV

1618

Thorella verticillatinundata

 II, IV

1731

Verbascum litigiosum

 II, IV

1096

 Lampetra planeri

 II

1095

Petromyzon marinus

 II

1221

 Mauremys leprosa

 II, IV

1259

 Lacerta schreiberi

 II, IV

1355

Lutra lutra

 II, IV

Outras Espécies dos Anexos B-IV e B-V do Dec. Lei n.º 49/2005  de 24/02

FLORA

ESPÉCIE

ANEXO

Iris lusitanica

V

Narcissus bulbocodium

V

Ruscus aculeatus

V

Senecio lagascanus ssp.  lusitanicus

IV

Spiranthes aestivalis

IV

Ulex densus

V

FAUNA

ESPÉCIE

ANEXO

Alytes obstetricans

IV

Bufo calamita

IV

Discoglossus galganoi

IV

Hyla arborea

IV

Pelobates cultripes

IV

Rana iberica

IV

Rana perezi

V

Triturus marmoratus

IV

Genetta genetta

V

Herpestes ichneumon

V

Mustela putorius

V

Eptesicus serotinus

IV

Pipistrellus pipistrellus

IV

Plecotus auritus

IV

PRINCIPAIS USOS E OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO COM RESPECTIVAS PERCENTAGENS

 

Tipo de uso do solo

Área (ha)

Percentagem (%)

Áreas agro/ silvo/ pastoris

15,734

0,08

Áreas agrícolas arvenses 

992,664

4,84

Áreas agrícolas arbóreo-arbustivas 

59,439

0,29

Matos e Pastagens naturais 

174,151

0,85

Floresta 

17844,824

86,92

Zonas húmidas 

201,679

0,98

Outros (áreas urbanas e industriais,

áreas sem coberto vegetal) 

1225,75

5,97

Sem cartografia 

16,214

0,08

Fonte – COS 90

CARACTERIZAÇÃO AGRO-FLORESTAL (INFORMAÇÃO FORNECIDA PELO MADRP NO ÂMBITO DA ELABORAÇÃO DO PLANO SECTORIAL)

Área do Sítio: 20 530 ha (2% Agrícola e 60% Florestal);

Uso Agrícola  - SAU: 305 ha:

- OTE dominantes: especialização em bovinos de leite e horticultura.

Uso Florestal  - 12 394 ha:

 

Dinâmicas Socio-económicas:  59% da área do Sítio - Rural Dinâmico

Sistemas dominantes:  Área maioritariamente ocupada por povoamentos de pinheiro bravo, sendo

o uso agrícola diminuto.

Produtos de Qualidade:  O Sítio está inserido na área geográfica de produção “Carne Marinhoa”

(DOP).

Tipo

% área do Sítio

Composição

Matos

2%

Espécies

58%

 53% Pinheiro Bravo; 3% Outras Folhosas; 1% Carvalhos

Regime de caça especial

51%

Incêndios (90-97)

34%

Programas Específicos : Este Sítio está incluído nas áreas beneficiadas pelos Planos de Acção

para a reestruturação do sector leiteiro da Beira Litoral; Plano de Acção para a organização e

dinamização da produção de hortícolas tradicionais e Plano de Acção de dinamização do modo de

produção biológico.

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