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Mapa da Serra da Boa Viagem com Trilhos (Triângulo do Cabo Mondego)

sábado, 13 de abril de 2013

Achados de animais na Praia de Quiaios

Achados de Animais na Praia de Quiaios

Por

Horst Engels

( Associação Trilhos d'Esplendor )

Na praia de Quiaios não se encontram à primeira vista sinais de uma grande biodiversidade marinha, uma vez que o litoral aqui é arenoso e relativamente pobre em animais e plantas.

    Porém, no Cabo Mondego existem recifes com uma biodiversidade muito grande - e frequentemente as correntes e ventos do sul ou de sul-oeste trazem achados muito interessantes destes recifes à esta praia. Também, objectos que provêm do atlântico a flutuar, são encontrados frequentemente.

Podem encontrar-se aqui na praia de Quiaios conchas de diversas espécies de bivalves, gastrópodes, anémonas do mar, estrelas do mar, peixes e aves marinhas, carangueijos, conchas internas dos chocos, ovos de tuberões e de rajas e muitos outros indícios da vida e biodiversidade marinha. De vez enquanto o mar traz também mamíferos do mar, como balaeias, para a praia - mas isto já são acontecimentos felizmente bastante mais raros.

Descrevemos nesta página alguns destes achados numa sequência não sistemática, apenas na ordem como foram encontrados.

Estrela do mar ( Astropecten   ?irregularis )

A Estrela-do-mar    é um animal do filo dos equinodermos , classe Asteroidea  ou dos asteróides. Têm simetria radiada . Esta simetria radial é uma adaptação secundária à vida relativamente séssil que estes animais têm.  Porém, os Equinodermes, apesar de serem relativamente sésseis, são grandes predadores e têm um sistema de locomoção único, o sistema ambulacral . E como se vê na árvore filogenética da Fig. 4 , os equinodermos são com a posse de um celoma  verdadeiro um filo bem perto dos cordados . Apesar da aparente primitividade e da falta de um cérebro , os equinodermos, pertencentes aos deutorostomes , e com um celoma  verdadeiro considerado o mais primitivo celomado, estão filogeneticamente bem perto dos cordados que condizuram aos vertebrados e ao homem.

Sistema ambulacral  (ou ambulacrário ) é um sistema de órgãos  exclusivo dos equinodermos , que funciona como um sistema hidráulico , tanto na locomoção, no transporte de substâncias, na respiração , na excreção , na circulação e percepção  do meio externo pelo animal.

O funcionamento do sistema ambulacral como peça locomotora é resumido no seguinte: A água penetra no sistema pela placa madrepórica  e alcança vários canais pelos quais chega aos pés ambulacrais. Cilíndricos e fechados, esses "pés" se projetam para fora do animal, através dos poros presentes em seu esqueleto, promovendo dessa forma, o deslocamento do indivíduo.

Fig. 2  - Estrela do mar - Astropecten ?irregularis

Ouriço do mar ( Echinocardium cordatum )

Nesta fotografia vê-se ao lado de um gastrópode o esqueleto de um ouriço do mar. Esta espécie, Echinocardium cordatum ,  vive na areia e tem simetria bilateral - invés da simetria radial que se encontra normalmente nos ouriços do mar. No esqueleto são bem à vista os poros do sistema ambulacral  que serve também para esta espécie de sistema locomotora.

 

Fig. 3a  - Gastrópode e

esqueleto de ouriço do mar ( Echinocardium cordatum )

Fig. 3b  - Exoesqueleto de ouriço do mar ( Echinocardium cordatum )

As Cracas

Ao contrário ao que se podia pensar, estes pequenos animais, bem protegidos numa pequena casa de placas calcárias (também chamado o exoesqueleto  dos artrópodos), são crústaceos  e pertencem ao mesmo grupo (subfilo Crustacea) como os caranguejos e a lagosta.  Os Balinidae  com a infraclasse de Cirripedia  pertencem de facto ao subfilo de Crustacea .

Cirripedia  é uma infra-classe dentro da classe Maxillopoda  de crustáceos  marinhos, com cerca de 1220 espécies, que inclui as cracas  e percebes . O grupo é por vezes considerado uma classe separada da Maxillopoda . O primeiro cientista a estudar os cirripédios em detalhe foi Charles Darwin . Os cirripédios são organismos sésseis que vivem fixos a um substrato, em geral em zonas entre-marés.

Os cirripédios têm um desenvolvimento em três estádios. Na primeira fase larvar fazem parte do plâncton  e vivem à deriva nas correntes oceânicas. No segundo estádio larvar, os cirripédios procuram um substrato adequado à fixação e em condições de vida. Uma vez encontrado o local ideal, estas larvas desenvolvem-se para o adulto, que se fixa ao substrato directamente por cimentação ou através de um pedúnculo carnoso. Normalmente, o substrato escolhido é rochoso, mas também pode ser o fundo de um barco, outros animais, como baleias  ou mesmo outros crustáceos, no caso dos rizocéfalos . O organismo adulto vive protegido por placas calcárias e alimenta-se por filtração.

Algumas espécies de cirripédios, como os percebes, são consideradas especialidades gastronómicas.

Fig. 4 - Cirripedia ( ?Balanus perforatus ) em cima do mexilhão ( Mytilus galloprovincialis )

 

Percebes ( Polliceps polliceps ) - provenientes dos recifes do Cabo Mondego

Fig. 5  - Percebes ( Polliceps polliceps )

Fig. 6  - Lepus anatifera - fixados à uma garrafa de plástico

Bivalves

Bivalvia  (ant. Pelecypoda  ou Lamellibranchia ) é a classe do filo Mollusca  que inclui os animais aquáticos popularmente designados por bivalves . Estes organismos caracterizam-se pela presença de uma concha carbonatada  formada por duas valvas. Esta concha protegem o corpo do molusco, entre elas há o pé muscular e os sifões inalantes e exalante para a entrada e saída da água, que traz oxigênio, depois absorvido por difusão direta pelas lâminas branquiais, assim como alimento e também aumenta o risco de intoxicações, pois este tipo de alimentação é comum em animais fixos represantando um grande risco caso a ostra e/ou marisco entre em contato com poluição. O grupo surgiu no Câmbrico  e é actualmente muito diversificado, com cerca de 15,000 espécies. A separação das diferentes sub-classes faz-se pelo tipo e estrutura das guelras  nos organismos vivos, e pelas características das valvas nos bivalves fósseis. O mexilhão , a amêijoa  e a conquilha  são exemplos populares de bivalves que servem como alimento ao Homem. As ostras  são também a origem das pérolas .

Fig. 7  - Bivalve ( Cardium sp. )

Bivalve  ( Ensis siliqua )

A navalha (engl. pod razor), também chamado longueirão ou faca, ( Ensis siliqua ) é um bivalve costeiro das águas europeias. Ele é comestível e tem sido explorado comercialmente, sobretudo na Espanha e na Irlanda.

Existe no mínimo uma subespécie, Ensis siliqua  ssp. minor .

The valves of the shell are elongated and reach a length of up to twenty-one centimetres (8.3 in). The two sides are straight and parallel. The colour is creamy white, sometimes with brownish stripes, and the periostracum  is olive green. It is sculptured with fine lines and growth marks can be seen. The anterior end is truncated while the posterior end is rounded. [5]  It has a very large foot and is capable of burrowing in the fine, hard-packed muddy sediments that it favours. where it is associated with the starfish ( Astropecten irregularis ) and the common otter shell ( Lutraria lutraria ). [3]

Distribuição e habitat

E. siliqua encontra-se nas zonas costeiras do Oceano Atlântico do Mar Bâltico e Mar do Norte até ao Mar Mediterranico.

Fig. 8  - Bivalve - Navalheira ( Ensis siliqua )

 

Gastrópodes

Fig. 9  - Gastrópode

Ovo de tuberão

A  reprodução dos tubarões ocorre por fecundação interna, na qual o macho introduz o orgão reprodutor masculino (clasper) no orgão copulador feminino (oviducto) da fêmea. Clasper são dois órgãos alongados e cônicos com o formato de duas pequenas nadadeiras que funcionam como um auxiliador na cópula. O clasper é muito comum nos tubarões machos que fazem uso dele para melhorar a aderência durante a cópula.

As fêmeas atingem, em geral, a sua maturidade sexual com maior tamanho do que os machos e normalmente procriam em anos alternados.

  • Nas espécies ovíparas , que correspondem a cerca de 20% do total, a fêmea realiza a postura dos ovos rectangulares, protegidos por uma membrana filamentosa, de modo a fixá-los ao substrato marinho.
  • Nas espécie ovovíparas  - cerca de 70% -, o desenvolvimento dos ovos ocorre no oviducto da fêmea, sendo as crias expulsas já desenvolvidas.
  • Nas espécies vivíparas  - cerca de 10% -, o desenvolvimento do embrião realiza-se internamente, com ligações placentárias, sendo as crias também expulsas já desenvolvidas.

A seleção natural dos tubarões inicia-se, em algumas espécies ovovíparas e vivíparas, no próprio meio intra-uterino, através da prática do canibalismo. As crias que se formam primeiro - num número entre quatro a quinze - e providas de dentes afiados, ingerem, na sua vida uterina, os embriões em formação e, posteriormente, devoram-se umas às outras, sobrevivendo apenas as mais fortes e aptas.

Fig. 10  - Ovo de um tuberão

Ovo de raia

Ao contrário de todos os outros raias, que são vivíparas, a família das Rajidae é a única que é ovípara e cujos ovos encontram-se alojados em cápsulas córneas de cor negra, rectangulares, com prolongamentos pontiagudos nos quatro vértices. Na cápsula encontram-se pequenas fendas que permitem a entrada da água e fornecimento de oxigénio através da água marinha aos embriões. As raias pequenas nascem depois de 4-14 meses de estadia no ovo.

Fig. 11  - Ovo de uma raia

Peixe porco   ( Balistes carolinensis )

Peixe porco ou peixe burro é o nome comum desta curiosa espécie de peixe, a que muitos pescadores ainda chamam, erradamente, pampo.  De hábitos diurnos, tem um corpo comprimido e em feitio de diamante,  com escamas placóides àsperas e consegue rodar cada um dos olhos independentemente. Com um mecanismo de bloqueio da primeira espinha dorsal e uma boca forte com oito dentes grandes e muito afiados em cada maxilar, são muito agressivos, exigindo do pescador algum cuidado no seu manuseamento. Conhecidos também são os verdadeiros roncos que emite, donde se presume derive o seu nome vulgar.

Fig. 12 - Peixe porco ( Balistes sp. )

Pipefish - Peixe cachimbo (Sygnathus spec.)

From Wikipedia

Pipefishes  or pipe-fishes ( Syngnathinae ) are a subfamily of small fishes , which with the seahorses  form a distinct family.

Anatomy

Pipefish look like straight-bodied seahorses with tiny mouths . The name is derived from the peculiar form of their snout , which is like a long tube, ending in narrow and small mouth which opens upwards and is toothless. The div and tail are long, thin, and snake -like. They have a highly modified skeleton  formed into armored plating. This dermal skeleton has several longitudinal ridges, so that a vertical section through the div looks angular, not round or oval as in the majority of other fishes.

A dorsal fin  is always present, and is the principal (in some species, the only) organ of locomotion . The ventral  fins are constantly absent, and the other fins may or may not be developed. The gill  openings are extremely small and placed near the upper posterior angle of the gill-cover.

Many are very weak swimmers in open water, moving slowly by means of rapid movements of the dorsal fin. Some species of pipefish have tails that are prehensile  as in seahorses . The majority of pipefishes have some form of a caudal fin (unlike seahorses), which can be used for locomotion. See fish anatomy  for fin descriptions.  There are species of pipefish with more developed caudal fins, such as the group collectively known as flag-tail pipefish, are quite strong swimmers.

Habitat and distribution

Most of the pipe-fishes are marine , only a few being freshwater . Pipe-fishes are abundant on coasts of the tropical and temperate zones. Most species of pipefish are usually 35-40 cm in length and generally inhabit sheltered areas in coral reefs , seagrass  beds and sandy lagoons . There are approximately 200 species of pipefish.

Reproduction

Pipefishes, like their seahorse relatives, leave most of the parenting duties to the male . Courtship  tends to be elaborately choreographed displays between the males and females. Pair bonding varies wildly between different species of pipefish. While some are monogamous  or seasonally monogamous, others are not.

Male pipefishes have a specially developed area to carry eggs, which are deposited by the female. In some species this is just a patch of spongy skin that the eggs adhere to until hatching. Other species have a partial or even fully developed pouch to carry the eggs. The location of the brood patch or pouch can be along the entire underside of the pipefish or just at the base of the tail, as with seahorses. Many species exhibit polyandry , a breeding system in which one female mates with two or more males. This tends to occur with greater frequency in internal brooding species of pipefishes than with external brooding species.

Young are born freeswimming with relatively little or no yolk sac, and begin feeding immediately. From the time they hatch they are independent of their parents, who at that time may choose to view them as food. Some fry have short larval stages and live as plankton for a short while. Others are fully developed but miniature versions of their parents, assuming the same behaviors as their parents immediately.

Citação de Wikipédia

O Cachalote ( Physeter catodon )

O cachalote ( Physeter catodon )  dos termos gregos   physao  (soprar) e cata  (base) + odon  (dente) [1] , também Physeter macrocephalus ) é a maior das baleias com dentes  bem como o maior animal com dentes actualmente existente, medindo até 18 metros de comprimento. Esta baleia tem como característica distintiva o facto de possuir na cabeça uma substância cerosa de cor leitosa, o espermacete . A enorme cabeça e a forma distintiva do cachalote, bem como o seu papel na obra Moby Dick  de Herman Melville , levaram muitos a descreverem o cachalote como o arquétipo  de baleia por excelência. O cachalote foi caçado nas águas dos arquipélagos portugueses da Madeira  e Açores  até 1981 [2]  e 1984 [3]  respectivamente.

Fig. 13 a-c - Baleia (?Cachalote) encontrada morta na Praia de Quiaios

Animais venenosos:

Physalia  - A caravela portuguesa

Cuidado! Não mexer! Causa queimaduras e reacções alérgicas graves!

Fig. 14a - ?Physalia

Fig. 14b - Physalia physalis

A caravela-portuguesa  ( Physalia physalis ), também conhecida como garrafa-azul , é um animal  do grupo dos cnidários . Tem cor azul e tentáculos cheios de células   urticantes , e aparece nas águas de todas as regiões tropicais  dos oceanos .

Características gerais

A caravela-portuguesa não tem movimento  próprio - flutua à superfície das águas, empurrada pelo vento , com os seus tentáculos por baixo, sempre prontos a envolver um peixe para a sua alimentação. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros.

A caravela-portuguesa tem quatro tipos de pólipos :

Os cnidócitos , que são as células urticantes, portadoras dos nematocistos , encontram-se nos tentáculos e são accionados pela "rede nervosa". A caravela-portuguesa tem dois tipos de nematocistos: pequenos e grandes; estes " órgãos " conservam as suas propriedades por muito tempo, mesmo que o indivíduo tenha ficado várias horas a seco na praia. A sua ação é baseada nas suas pressões osmótica e hidrostática individuais. Existem numerosas células sensoriais localizadas na epiderme dos tentáculos e na região próxima à boca.

A caravela-portuguesa é importante para a alimentação  das tartarugas marinhas , que são imunes ao veneno.

A caravela portuguesa, também conhecida como vespa do mar, é comumente identificada como uma água-viva, mas na verdade, é uma colônia de quatro tipos de pólipos . Um animal semelhante é a velella. O flutuador da caravela é simétrico bilateralmente com os tentáculos no final, enquanto a velella é simétrica radialmente com a vela em um ângulo. Além disso, a caravela tem um sifão, contudo a velella não.

Uma curiosidade é o nome da caravela-portuguesa noutras línguas: em inglês, chama-se "Portuguese man o'war", literalmente "homem de guerra português", man-of-war é uma expressão para um navio armado.

O Peixa-aranha ( Trachinus vipera )

O Peixe-aranha pertence à família dos Trachinidae , existe o peixe-aranha maior ( Trachinus   draco ) cujo tamanho máximo registado é de 55cm e o peixe-aranha menor ( Trachinus   vipera ) cujo tamanho máximo registado é de 15cm.

Fig. 15a,b - Peixe aranha ou Escorpião ( Trachinus vipera )

É muito comum na costa Portuguesa e Açores e que pode ser usado em culinária (por exemplo em caldeiradas) bastante conhecido e temido pelos banhistas já que as suas capacidades venenosas são do conhecimento de toda a gente, aparece principalmente na maré baixa, sendo mais comum nas zonas rochosas e com algas.

    Este peixe tem por hábito permanecer imóvel no fundo arenoso à espera de presa, alimenta-se sobretudo de pequenos peixes e invertebrados e para isso serve-se da sua cor facilmente confundida com a areia. Quando se sente ameaçado ou é pisado ergue a barbatana dorsal, onde os seus 3 primeiros raios são venenosos, desta forma picam a pele e injectam o veneno, provocando dores intensas. Deve ser tido em conta que cada opérculo branquial também tem veneno e que o peixe-aranha permanece vivo várias horas depois de retirado da água, por outro lado a sua picada permanece venenosa mesmo muito tempo depois de morto, isto reveste-se de uma importância maior para os pescadores.

Os primeiros socorros consistem na aplicação local de calor já que a toxina libertada pelo peixe é termolábil (decompõe-se devido ao calor), assim, se possível, o membro afectado deve ser submerso em água tão quente quanto se possa suportar durante +/- 30 minutos, tendo o cuidado de não provocar queimadura. Quando isto não é possível, deve-se improvisar, por exemplo, aproximando um cigarro da zona afectada à menor distância possível, na maior parte das vezes, os efeitos benéficos do calor fazem-se sentir rapidamente.   

    Esta actuação só é 100% eficaz quando realizada na 1ª meia hora após a picada, caso isso não aconteça e se os sintomas não passarem com o calor, poderá haver necessidade de recorrer a um serviço de saúde para que a pessoa afectada seja tratada e medicada.

    È possível, embora raro, que fique na ferida um resto de espículo e neste caso deve ser retirado, caso contrário, não há necessidade de abertura da ferida, esta deve ser apenas lavada e posteriormente desinfectada.

Da mesma forma, se ocorrer algum dos sintomas abaixo mencionados, a pessoa deve ser de imediato conduzida a um médico:

-         Tonturas e sensação de desmaio

-         Vertigens

-         Náuseas

-         Febre

-         Vómitos

-         Dores de cabeça

-         Cãibras generalizadas

-         Sudorese

-         Dor inguinal

-         Convulsões

-         Dificuldade em respirar

-         Alteração da coloração e temperatura do membro afectado

É aconselhado o uso de chinelos ou sapatos de borracha principalmente durante a maré baixa e vazante quando se anda na linha de água, essencialmente pelas crianças, de forma a protegê-las deste animal tão temido.          

Animais que se encontram na zona dunar:

  • Hyles euphorbiae  - larva (lagarta) de uma borboleta nocturna

Nas eufórbias ( Euphorbia paralias ) das dunas embrionárias encontra-se em outono uma lagarta muito bonita de uma borboleta nocturna, de Hyles euphorbiae . A lagarta alimenta se da eufórbia que para nós é altamente venenosa e carcinogênica por causa do leite que contém. A larva de Hyles euphorbia , bastante colorida, com manchas brancas de vários tamanhos, linhas verdes ou vermelhos (num estadío larvar mais avançado), partes pretas, verdes ou vermelhas, mas sempre muito bem camoflada por estas cores que nas eufórbias encontram-se também nesta altura do ano, alimenta-se da eufórbia.

A larva (lagarta) de Hyles euphorbiae

Parte da cabeça da lagarta de Hyles euphorbiae

Parte posterior da lagarta de Hyles euphorbiae  com uma protuberância anal

Parte inferior com dois dos três pares de "patas" da lagarta de Hyles euphorbiae

Vegetação da duna embrionária com Euphorbia paralias , Othantus maritimus  e Ammophila arenaria

Fruto (cápsula) e flores de Euphorbia paralias

  • Uma "formiga" que é na realidade um himenóptero da familia Mutillidae

Mutillidae  or velvet ants , are a family of wasps  which resemble ants , and belong to the same superfamily . The velvet ant  name refers to their hair which may be red, black, white, silvery or golden. In some places they are also known as cow killers  or cow ants .

Their integument  is very tough and roughly textured, providing protection against the stings of the wasps and bees  whose nests they invade. As in other related families in the Vespoidea , the males have wings, but females are completely wingless. They exhibit extreme sexual dimorphism ; the males and females are so different in appearance that it is, in fact, almost impossible to associate the two sexes of any given species, unless they are actually captured in the act of mating. In a few species, the male is so much larger than the female that he carries her aloft while mating (also seen in the related family Tiphiidae ).

They are known for their extremely painful sting, the venom of which was jokingly stated to be powerful enough to kill a cow , hence the nickname "cow killers". As with all Hymenoptera , only the females sting, and like all other wasps, they can sting multiple times. If handled, they also have a structure called a stridulitrum  on the metasoma  which they use to produce a squeaking, chirping sound (more like a high pitched hum) to warn would-be predators.

The family can be recognized best in the female; they are the only wingless female wasps that have hair-lined grooves on the side of the metasoma  (called "felt lines") and in which the segments of the mesosoma  are all fused dorsally. Only one other vespoid family ( Bradynobaenidae ) has felt lines, but the females have a distinct pronotum  and an elongated ant-like petiole . The earliest-known velvet ants are believed to be specimens from the Dominican Republic  preserved in amber  for some 25 to 40 million years.

A Borboleta Cauda de andorinha  é uma borboleta  da família Papilionidae. A borboleta também é conhecida como o Rabo de andorinha , que ocorre na Europa, Ásia e também na América do Norte.

A Borboleta - Rabo de andorinha ( Papilio machaon  )

Lagartas de ?Rabo de andorinha

Veja também:

Caminhadas na Praia de Quiaios: Marine littoral intertidal

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